TOMÁS E FRANKL: DIÁLOGO ANTROPOLÓGICO
Eloisa Miguez*
"Que outra coisa pode ajudar ao homem, ante o desconhecimento contemporâneo de sua imagem essencial e ante a multiplicidade de formas de sua meta de vida, que precisamente a reflexão antropológica sobre sua essência e o esforço pedagógico por uma realização da mesma ajustada a seu tempo?" (Kampmann - 1960)
Na introdução da obra A Prudência - a virtude da decisão certa, Jean Lauand situa o texto de São Tomás "no diálogo direto com o homem de nosso tempo, como rica contribuição para alguns de seus mais urgentes problemas existenciais".[1] Com certeza esse diálogo pode se estabelecer de diferentes modos, e a escolha de um interlocutor pode ser movida por um juízo de valor não isento de subjetividades. Talvez seja esse nosso caso ao propor tal diálogo com um homem de ciência contemporâneo, Viktor Frankl, psiquiatra vienense, que tem como maior mérito devolver à psicoterapia (e a outras áreas das ciências humanas) seu verdadeiro objeto: uma imagem de homem condizente com sua essência.
A aproximação conceitual entre o que o grande mestre da cristandade ocidental, Tomás de Aquino, apresentou sobre a virtude cardeal da prudência e a concepção de consciência ética proposta por Viktor Frankl - sobretudo em sua obra A presença ignorada de Deus - [2] leva a considerarmos como este "afinado" autor pode contribuir para atualizar o problema da moral, e como uma linguagem científica pode, hoje, re-dizer o ser, porque não abre mão de suas raízes ontológicas.
Tratar o tema clássico da moral requer pensá-lo com nova vitalidade e com matizes exigidos pela atualidade cultural. A moral tradicional já deu sua última cartada. Não convence mais. Por isso diz Viktor Frankl que "não mais moralizaremos, mas ontologizaremos a moral; bem e mal não serão definidos como algo que devemos ou não devemos fazer, mas bem nos parecerá aquilo que contribui para o cumprimento do sentido incumbido a um ente, ou exigido de um ente, e por mal entenderemos aquilo que impede esse cumprimento de sentido".[3] Ontologizar a moral vem a ser encontrar suas raízes na ontologia do ser, na estrutura essencial de ser pessoa.
Ser que vê longe
"Segundo Isidoro, prudente (prudens) significa aquele que vê longe (porro uidens), pois tem a visão aguda e antevê as possibilidades que podem ocorrer nas situações contingentes." (Questão 47, artigo 1)
O tratado sobre a prudência começa por caracterizar o homem prudente como "aquele que vê longe" - expressão que encontramos, hoje, em nosso léxico popular. Mas interessa-nos a explicativa que vem em seguida: "pois tem a visão aguda e antevê as possibilidades...". Ver longe é, então, antecipar algo que ainda não é, mas que deve ou pode vir a ser.
Frankl, por meio de um processo indutivo, fenomenológico (inclusive usando sua casuística), faz uma análise existencial do que chama o fenômeno da consciência. A consciência, fenômeno primário, própria do homem enquanto "ser que decide", se estende até uma profundidade inconsciente, isto é, tem suas raízes no inconsciente. Se a consciência é, em primeira instância, o conhecimento que o homem tem de si mesmo e da realidade, chega um ponto em que essa atitude reflexiva do ato cognitivo entra numa zona de não reflexão, na irreflexão. Nesse sentido, a consciência também é irracional, alógica, melhor dizendo, pré-lógica.
Em alemão se distingue a consciência ontológica - bewusstsein, "conhecimento do que se passa em nós" -, de consciência moral - gewissen, "faculdade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados". À consciência ontológica torna-se acessível um ser que é; à consciência moral, um ser que ainda não é, mas que deveria ser. Este existe como possibilidade que deve ainda tornar-se real.
Pergunta-se: como é possível vir a tornar-se real se não se antecipa espiritualmente? Essa antecipação ocorre pela intuição ou, como diz Frankl ocorre num ato de "visão", uma forma de insight, que quer dizer "visão interior": uma espécie de iluminação intelectual, repentina, global e direta. É a intuição o que permite captar "de uma só olhada" a situação imprevista e tomar no instante uma nova decisão.
Quando São Tomás fala em "inteligência dos primeiros princípios" da qual procede todo o processo da "reta razão aplicada ao agir", ou seja, da dinâmica da prudência; ou ao falar de uma "outra inteligência" que é capaz de conhecer os contingentes, os singulares que iluminarão a ação, presentes nas situações concretas: não se trata de uma visão intuitiva do ser, evidente por si mesmo, não racional? Ao tratar da synesis como uma virtude distinta, mas parte potencial da prudência, São Tomás complementa: "O juízo reto consiste em que a faculdade cognoscitiva apreenda uma coisa como ela é em si mesma. Isto se dá por uma reta disposição da faculdade apreensiva, (...)" que "provém em sua raiz da natureza e se consuma pela prática (...)".
A consciência moral, portanto, tem uma função intuitiva: primeiro a consciência intui, de modo pré-lógico, depois pode ser racionalizável aquilo que se intui. A consciência ética como que prevê o "ser que deveria ser". Aqui Frankl faz uma relação entre a consciência moral e o amor, pois este não apenas vê o ser amado como ele é, mas descobre e ajuda realizar o que a pessoa pode vir a ser, descobre na pessoa amada possibilidades ainda não realizadas. E alerta, o amor é "vidente" (não é cego).
Razão prática ou instinto ético
"Segundo o Filósofo, a prudência é a ‘reta razão aplicada ao agir', ou seja, é algo próprio da razão prática". (Questão 47, artigo 2)
O caráter pré-lógico, intuitivo, da consciência se evidencia também porque esta se refere a uma pessoa concreta numa situação singular. A consciência revela ao ser humano aquela possibilidade única e necessária a ser realizada, naquela específica situação. É o que Max Scheler chama de "valores de situação", percebidos intuitivamente pela consciência moral.
Aqui se pode pensar na consciência como "instinto ético", mas não de forma a contrapor-se à "razão prática" de São Tomás. O instinto ético aqui nada tem a ver com o instinto animal que se dirige ao genérico, que reage a estímulos do meio; ao contrário, o instinto ético, nesse caso, dirige-se ao individual e à situação concreta. E isso porque a consciência é capaz de sintonizar a "lei eterna", a "lei moral", a cada situação singular e a cada pessoa concreta: "a consciência considera sempre o "aqui" (Da) concreto do meu "ser" (Sein) pessoal".[5] Sempre em sentido existencial.
Frankl nessa altura ressalta que nada se disse contrário à "lei moral", mas tudo foi dito a favor da consciência; o que nos leva a pensar que o homem é livre e responsável pelo seu destino e, também, que "aquele único necessário" intuído para seu aqui-e-agora não se contrapõe à lei moral universal.
Ad situationem e ad personam
"A prudência conhece os casos singulares." (Questão 47, artigo 3)
Para Tomás, se a prudência é uma virtude da razão prática, só pode haver aplicação adequada se houver conhecimento dos princípios universais da razão e das situações singulares às quais será aplicada. A prudência não versa sobre a totalidade dos fatos, sequer generaliza-os, ao contrário, versa sobre os casos singulares.
Para Frankl, aquele "único necessário" intuído para o aqui-e-agora de cada pessoa é o que chama de sentido. O sentido não só deve ser encontrado, mas pode ser encontrado graças à consciência. É a consciência que orienta a pessoa na sua busca de sentido. Diz Frankl que a consciência é o "órgão de sentido", e se define como "a capacidade de procurar e descobrir o sentido único e exclusivo oculto em cada situação".
Portanto, o sentido se refere não só a uma situação determinada, mas também a uma pessoa determinada. O sentido é ad situationem e ad personam. Aqui Frankl faz uma alusão bastante interessante à necessidade da educação não se ocupar somente do conhecimento, mas de "afinar a consciência" para perceber o sentido inerente a cada situação que se nos apresenta. Pois vivemos numa época em que os 10 Mandamentos perderam sua importância e validade; assim, a pessoa precisa ser capacitada a "captar os 10.000 mandamentos que se ocultam de forma cifrada em 10.000 situações com as quais ela se confronta na vida".
Tornar-se bom
"(...) virtude é o que torna bom aquele que a possui e seus atos." (Questão 47, artigo 4) "Ora, é próprio da prudência a aplicação da reta razão ao agir, o que não ocorre sem a retidão da vontade ." (Questão 47, artigo 4)
Como toda virtude, a prudência transforma quem a pratica em alguém bom. Mas como a prudência não ocorre sem a retidão da vontade, ela apresenta o caráter de virtude próprio tanto das virtudes intelectuais como das morais. Portanto, tem um duplo caráter de virtude, uma vez que envolve a intencionalidade da pessoa, isto é, esta não apenas faz o bem, mas o faz intencionalmente, por ser consciente do bem. Frankl preconiza a autonomia da existência espiritual, contrapondo-se à idéia do ser "impulsionado" (psicanálise). Além do que, a liberdade humana é responsável, quer dizer, o homem não é apenas um ser livre, mas um ser que decide; ou melhor, um ser que "se" decide (decide sobre si mesmo). E cada vez que toma uma decisão ele se autoconfigura, configura seu destino. "Eu atuo não somente em consonância com o que sou, mas também me transformo em consonância com o que atuo".
Aqui cabe também uma referência à educação como um projeto formativo de autoconfiguração. Ou seja, o homem é constitutivamente orientado para a concreta realização de um "projeto ontológico e ético". E é um processo de decisão responsável.
É a margem de liberdade que torna o homem livre para, responsável pelo próprio destino, livre para assumir a responsabilidade de existir. Intenção - decisão - ação: processo da autoconfiguração como ato formativo. Potência - ato - hábito: do contínuo "fazer bem" deriva finalmente o "ser-bom".
Ser que "comanda"
"Mas a razão prática, que se volta para o agir, vai mais além no terceiro ato, que é comandar: aplicar ao agir o que foi aconselhado e julgado." (Questão 47, artigo 8)
Diz São Tomás que a prudência abrange três atos, que são os três momentos de sua realização: o ato de aconselhar ou inquirir, o ato de julgar ou avaliar e o ato de comandar que é a aplicação da reta razão ao agir, sendo que este último é o principal ato da prudência.
A capacidade de "comandar", própria da prudência, nos remete à capacidade propriamente humana de responder. A análise existencial reconhece a responsabilidade como característica fundamental do homem, uma vez que a vida apresenta um caráter de missão e, correlativamente, a existência, seu caráter de resposta. Ser responsável é responder, e responder à exigência que lhe é dada de encontrar o sentido de cada momento e, por conseguinte, da própria vida. E tais respostas são dadas sempre através de atos concretos.
O homem se transforma e se autoconfigura, como vimos acima, na ação; isto é, alguém chega a ser bom, à custa de fazer coisas boas. Inclusive, Frankl utiliza uma linguagem da escolástica para explicar essa questão: "Sabemos que uma ação, em última instância, consiste em trasladar uma possibilidade à realidade, uma potentia ao actus. Pelo que concerne em especial à ação ética, quem atua eticamente não se dá por satisfeito quanto à unicidade de uma ação ética: faz mais, transformando um actus em um habitus. O que era ação ética é agora atitude ética. Se poderia dizer, então, que a decisão de hoje é o instinto de amanhã".
Disposição para a prudência
"O Filósofo diz: ‘Não consta que os jovens sejam prudentes' (...)". (Questão 47, artigo 14) "Ora, a prudência sendo virtude intelectual não é inata em nós, mas procede do ensino e da experiência." (Questão 47, artigo 15)
A prudência não se dá naturalmente em nós, mas por meio do ensino; além do que, requer tempo e experiência, não sendo possível, portanto, encontrar-se nos jovens. Mais adiante, porém, Tomás deixa claro que "a disposição para a prudência nos é conatural, mas seu desenvolvimento vem pelo exercício ou pela graça".
Voltemos ao papel da educação. Karl Dienelt[11] coloca que o ser humano é por natureza um ser educável, que tem, portanto, necessidade da educação, ao mesmo tempo em que tem aptidão a ela. Isso significa que a dinâmica da educação entendida como "formação", não é um processo de fora para dentro; ao contrário, acontece num espaço existencial, de dentro para fora. A pessoa apresenta, portanto, certa "disposição pedagógica", que lhe é inerente, cujos elementos fundamentais são tomados da antropologia frankliana, a saber: responsabilidade, consciência e aspiração ao valor.
Se pensarmos na criança, pode surgir um questionamento bastante pertinente: uma criança pode perceber ou captar o valor de uma ação? Pode distinguir entre o que vale e o que não vale? Pode, enfim, agir com consciência ou com responsabilidade?
A resposta a essa pergunta corresponde uma atitude educativa que leva em conta a criança vista em sua totalidade. Entende-se por isso que o fato de "ser pessoa" está contido na existência infantil. Dienelt está falando de uma "antropologia da criança" que parte de uma imagem total de homem. O ser humano, enquanto criança, nunca é somente criança, mas se acha sempre em caminho do estado adulto.
Assim, se o estado adulto se caracteriza pela autonomia e pela capacidade de ser responsável, pressupomos já na infância tal capacidade. Isso não significa que a criança seja um ser incompleto; pelo contrário, o fato de ser completo é que possibilita a ela vir-a-ser o que já é - um ser responsável.
Quanto à consciência, vimos que, segundo Frankl, é uma capacidade intuitiva, pré-lógica e que tem sua raiz no inconsciente. Este fundo inconsciente e irracional se manifesta em todas as etapas da vida, antes de se manifestar no plano do entendimento consciente. Na criança, ser em crescimento, a consciência vai se manifestando pouco a pouco, a partir de um trabalho educativo que vai além da simples combinação de regras; é como um jogo perseverante de liberdade e limite que vai, de fato, despertando e fomentando a consciência.
Finalmente, quanto ao terceiro elemento da "disposição pedagógica", o ser humano não está necessariamente impulsionado pelo instinto; como ser espiritual é "atraído" pelo valioso. Somente nessa perspectiva pode ser educado. Nenhuma educação seria capaz de levar a criança a aspirar valores, se esta não levasse consigo, como disposição inata, a capacidade de vivência valorativa. A criança está muito mais próxima aos valores do que o adulto imagina ou pensa conduzi-la; isto porque, como já dissemos antes, sua consciência tem a capacidade pré-lógica de captar o sentido, ou captar o valioso presente em cada situação. Em outras palavras, porque a criança "vê com o coração".
Com essas considerações, queremos concluir com Dienelt que a educação, no seu aspecto formativo, se realiza num espaço existencial entre o ser e o dever-ser. O fato educativo considera a criança em sua realidade atual e no seu vir-a-ser. E isso acontece ao ajudar a criança a perceber o valor no concreto daquilo que deve fazer aqui e agora. Para São Tomás, se o jovem não pode ser prudente porque lhe falta experiência, pode chegar a sê-lo, através do "ensino", mas justamente porque apresenta disposição inata para a prudência.
A voz da transcendência
"Ora, é próprio da criatura racional mover-se para a ação em função da indagação da razão, e a essa discussão da razão é o que se chama conselho. E, assim, o Espírito Santo move a criatura racional por meio do conselho, (...)". (Questão 52, artigo 1)
"(...) a retidão da razão humana se situa diante da razão divina (...).E, assim, a prudência, que pressupõe retidão da razão, é especialmente ajudada e aperfeiçoada ao ser regulada e movida pelo Espírito Santo, (...)". (Questão 52, artigo 2)
Para Tomás, o dom de conselho, enquanto dom do Espírito Santo, corresponde à prudência. Mas podemos observar que a ação de Deus, aqui, se dá como a de um conselheiro da razão humana, isto é, não nega o espírito humano, com sua luz própria; ao contrário, o pressupõe, para ajudá-lo e aperfeiçoá-lo.
A essas afirmações de São Tomás corresponde a visão de Frankl sobre a transcendência da consciência. Para explicá-la, Frankl se vale de uma frase de Maria Von Ebner-Eschenbach: "Sê senhor de tua vontade e servo da tua consciência".
Ser senhor da própria vontade implica ser pessoa livre e responsável. Mas para ser "servo" da própria consciência implica aceitar uma instância maior do que eu mesmo, perante a qual sou submisso. Isto é, o homem, ao escutar a "voz da consciência", escuta uma voz que não provém dele próprio. Nesse sentido, a consciência deve ser considerada não somente em sua faticidade psicológica, mas em sua transcendência.
Ser servo da consciência, segundo Frankl, significa estabelecer verdadeiro diálogo com a consciência, não apenas um monólogo. A consciência passa a ser porta-voz de algo maior do que eu, de algo distinto de mim.
Para se entender melhor, deve-se colocar a pergunta: "perante quê" somos responsáveis? A pergunta aponta para a instância que nos interpela, a saber, nossa própria consciência. Isto é, não somos propulsados por uma consciência moral, porém, temos que decidir-nos ante ela. Essa consciência é definida como o "órgão do sentido", pois capta o sentido presente em cada situação.
Dando mais um passo, pode-se perguntar ainda "ante quem" o homem é responsável, e aqui Frankl coloca que estamos diante de um Tu que nos interpela - Deus é o interlocutor no diálogo com nossa consciência. Respondemos a um outro, e isso marca a transcendentalidade da consciência.
Se a consciência é a "voz da transcendência", o homem irreligioso é aquele que não reconhece a transcendência da consciência, mas a vê em sua imanência. Ele "tem" consciência, é responsável, mas não vai adiante, no sentido de perguntar-se perante quem responde. Responde, em última instância, a si mesmo. Somente o homem religioso assume o risco de dar um passo além, para reconhecer que a voz à qual responde é a voz de seu Criador, a voz de Deus.
Bibliografia: AQUINO, Tomás de, A Prudência - a virtude da decisão certa, São Paulo, Martins Fontes, 2005. FRANKL, Viktor E., A presença ignorada de Deus, São Leopoldo / Petrópolis, Sinodal / Vozes, 1997. FRANKL, Viktor E., Logoterapia y análisis existencial, Editorial Herder, Barcelona, 1994. DIENELT, Karl Antropología Pedagógica, Aguilar, Madrid,1980.
Eloisa Marques Miguez é formada em Letras e Pedagogia; especialista em Logoteoria aplicada em Educação e mestranda em Educação pela USP.
[1] Aquino, Tomás de A Prudência - a virtude da decisão certa, tradução, introdução e notas de Jean Lauand, São Paulo, Martins Fontes, 2005, p. VI. [2] Frankl, Viktor E. A presença ignorada de Deus, São Leopoldo / Petrópolis, Sinodal / Vozes, 1997. Esse texto será a base de nosso trabalho. [3] Ibidem, p. 66. [4] A Prudência - a virtude da decisão certa, p. 61. [5] A presença ignorada de Deus, p. 28. [6] A presença ignorada de Deus, p. 68. [7] A presença ignorada de Deus, p.70. [8] Frankl, Viktor E., Logoterapia y análisis existencial, Editorial Herder, Barcelona, 1994, p. 103. [9] Logoterapia y análisis existencial, p. 103. [10] A Prudência - a virtude da decisão certa, p. 37. [11] Dienelt, Karl Antropología Pedagógica, Aguilar, Madrid,1980, p.109. [12] A presença ignorada de Deus, p. 40. |