AUTORIDADE EM CRISE: EXIGÊNCIA DE UMA RESPOSTA
Eloisa Miguez*
Essa questão fez-me lembrar da obra Cartas de um diabo a seu aprendiz, do escritor C. S. Lewis (2005), que apresenta de forma irônica os problemas e riscos que o homem moderno enfrenta de modo bem existencial. Fitafuso é o diabo experiente que corresponde com seu sobrinho, por sua vez um diabo inexperiente na arte de seduzir os homens, dando-lhe lições de como mantê-los desviados da verdade e sob seu domínio. Numa das cartas, Fitatuso esclarece o sobrinho sobre o risco de homens eruditos serem influenciados pela sabedoria dos antigos, e como faz para persuadi-los a não atingirem esse fim, neles inculcando o "ponto de vista histórico".
O Ponto de Vista Histórico, grosso modo, significa que sempre que um homem culto deparar com qualquer afirmação de um autor antigo, ele jamais irá se perguntar se a afirmação é verdadeira. Ele se pergunta quem influenciou o autor, o quanto essa afirmação contradiz o que ele disse em outros livros, que fase ela representa na evolução desse autor ou na história geral do pensamento, como ela afetou os autores posteriores, com que frequência ela é mal compreendida (especialmente pelos próprios colegas do leitor erudito), qual é a crítica geral feita a essa afirmação nos últimos dez anos e qual é a "atual conjuntura do problema". Enfim, considerar esse autor antigo como uma possível fonte de sabedoria - antever que o que ele disse poderia talvez modificar os próprios pensamentos e o comportamento do leitor - é rejeitado como um ato puramente ingênuo. E já que não conseguimos enganar toda a raça humana o tempo todo, é de grande importância para nós separar cada geração de todas as outras, pois sempre que o aprendizado permite a livre troca entre as gerações, há o perigo de que os erros característicos de uma sejam corrigidos pelos acertos característicos da outra. Mas, graças ao Nosso Pai e ao Ponto de Vista Histórico, os grandes eruditos se baseiam tão pouco no passado quanto o mecânico mais ignorante, daquele tipo capaz de afirmar que "a história é uma besteira".
De fato, hoje não podemos mais afirmar algo como "verdade", sem ser considerado ingênuo e acrítico. A cientificidade é exercida muitas vezes para nos tornar imunes ao próprio questionamento sobre o que possa ser verdadeiro e em que medida. Assim, a necessidade de fazer distinções torna-se uma exigência. Para justificar tal necessidade, Arendt coloca que existe uma espécie de um acordo tácito entre os cientistas sociais e políticos segundo o qual podemos ignorar as distinções, a não ser que cada qual possa definir seus termos. E ainda que, como já não existe sequer a possibilidade de compartilharmos significados comuns, só nos resta refugiar-nos nos nossos significados privados, bastando que haja coerência em nossa argumentação. Essa questão da linguagem em seu "puro formalismo" - tema para um doutorado! - não será aqui ampliada; mas é suficiente enfatizá-la para pensarmos que há uma "filosofia" de base em diferentes áreas das ciências humanas, ou uma atitude apriorística ante a realidade, dizendo-nos que não faz sentido perguntar-se sobre o que é, mas basta perguntarmos sobre o que podemos fazer com as coisas. Uma visão pragmatista. Nesse sentido, diz Arendt que tanto as teorias liberais quanto as conservadoras confundem conceitos, em função de seus próprios interesses políticos. Por exemplo, para as teorias liberais, é autoritário tudo o que se opõe ao rumo do "progresso", e isso ocorre porque o liberalismo confunde totalitarismo com autoritarismo, autoridade com tirania. A autora faz uma ampla análise para se compreender as distinções entre governos autoritários, tirânicos e totalitários. Mas para nós importa perceber que esta mesma idéia está presente na educação, em cujo universo as distinções são imprescindíveis.
O conceito de autoridade e seu papel no desenvolvimento da autonomia pessoal
A palavra e o conceito de autoridade são de origem romana e de natureza política. Platão e Aristóteles tentaram introduzir algo como a autoridade na vida da pólis, onde não havia nada semelhante. Mas todas as tentativas gregas de encontrar um padrão de autoridade que se opusesse a deterioração da pólis e salvaguardasse a vida do filósofo não vingaram. A filosofia grega, porém, foi encampada pelos romanos como "autoridade" e aplicada à política romana. Esta tinha como base o caráter sagrado da fundação de Roma e a religião romana significava ter vínculo com o passado. E pode-se falar de seu caráter educacional uma vez que os romanos viam nos antepassados exemplos de grandeza para as novas gerações.
No âmago da política romana apareceu o conceito de autoridade. Auctoritas, do verbo augere, "aumentar", "fazer crescer". Em seu sentido radical, etimológico, "auctoritas" significa um "augmentum" pessoal, fato que legitimava, desde os romanos, seu possuidor para tomar decisões que afetavam os demais. A autoridade supõe uma força moral que não é força coativa que caracteriza o poder, mas uma superioridade em função de uma atividade ou saber. A autoridade dos pais - e de certa forma também dos professores - se justifica, sobretudo, pela força moral ou exemplaridade e deve projetar-se a serviço de um "augmentum" na personalidade daqueles que são os destinatários dessa autoridade.
Hoje a autoridade é fortemente contestada frente à necessidade de afirmação da autonomia ou autodeterminação dos filhos ou alunos. Mas trata-se de uma concepção errônea de autoridade, como já nos referimos, que é tomada por autoritarismo ou por uso de um poder não legítimo por parte dos adultos; uma concepção que acaba por eximir pais e educadores da responsabilidade de seu papel de colaborar no desenvolvimento da autonomia pessoal; concepção que afirma ser tal desenvolvimento da autonomia proporcional à ausência dessa responsabilidade.
O psiquiatra Viktor Frankl coloca a necessidade humana de "guias" ("pacemakers" e não "peacemakers") para mediar a dinâmica existencial entre o ser e dever-ser, guias que provoquem o confronto com o sentido: "O homem necessita de um guia que lhe valha como um precursor, e o preceda mantendo uma distância que não pode ser jamais ultrapassada." Mantendo a distancia para permitir-lhe "crescer" e tornar-se o "autor" da própria vida. Esse é o exercício da autoridade do educador.
Segundo GARCÍA HOZ, o autoritarismo se diferencia totalmente da autoridade, quando do seu exercício, pois apresenta, normalmente, um vocabulário pobre e repetitivo, com categorizações simplistas, dogmáticas, que dificilmente é capaz de ultrapassar a "moral heterônoma". Ao contrário, o exercício da autoridade que busca a independência criadora do outro é aberta à complexidade da realidade, promove uma liberdade responsável, permite um clima de permissividade participativa, se funda na relação afetiva e no respeito mútuo, é exercida na convivência, não no enfrentamento.
A criança necessita da autoridade para que se sinta apoiada e segura para ir exercitando-se na emancipação, de diversas formas: pela autodisciplina ou assumindo atividades progressivamente mais responsáveis. "Não se pode ensinar a ser livre, senão a partir da autoridade. Autoridade e liberdade não são conceitos incompatíveis e excludentes, mas recíprocos e inseparáveis".
Infantilização da Educação
Hanna Arendt expõe em seu texto "A Crise na Educação" uma contradição fundamental. A educação moderna propõe que se trate a criança como tal, respeitando sua natureza íntima, não como um mini-adulto, rebelando-se contra métodos do passado, em nome de sua emancipação. No entanto, ao expô-la ao espaço público tão precocemente - embora a escola ainda não represente propriamente o mundo e sim um espaço de transição entre o privado e o público -, fora da intimidade e segurança da família, deixa-a sem as condições necessárias ao seu crescimento e desenvolvimento. Não vamos discutir aqui a questão da institucionalização da infância com a entrada precoce da criança na escola, uma realidade sem volta desde que a mulher foi entrando no mercado de trabalho. Mas, de fato, a criança precisa experimentar "segurança" para crescer. Sem segurança não forma um "mundo de crenças" que lhe dá equilíbrio para superar-se. O mundo de crenças se forma a partir de experiências afetivas positivas desde a mais tenra idade; e é o que forja a auto-estima, um "eu forte" capaz de lançar-se, arriscar-se em todas as fases da vida. A própria escola que atende crianças em idade pré-escolar deve cumprir, junto com a família, esse papel de criação de vínculos fortes para a formação de uma base de personalidade sadia e equilibrada.
O problema é que, seja no âmbito familiar, seja no escolar, a emancipação da autoridade adulta leva a criança a uma sujeição à autoridade de seus pares. A autoridade que diz o que fazer e o que não fazer está no próprio grupo de crianças, e o que acontece é que a criança se sujeita a uma autoridade maior e tirânica, que é a autoridade da maioria. Abandonadas, assim, a si mesmas - quando isso acontece de fato sem qualquer critério -, as conseqüências podem ser trágicas, pois tendem a ser ou o conformismo ou a delinqüência. Isto é, conseqüências que representam o oposto de qualquer objetivo educativo.
Outro aspecto da crise educacional, analisado por Arendt, vinculado à perda da autoridade e à infantilização da educação tem relação com uma teoria moderna acerca da aprendizagem que tem como base teórica o Pragmatismo, o que significa substituir o aprendizado pelo fazer. O professor nesse caso é aquele que não comunica nenhum conhecimento pronto, mas está permanentemente aprendendo junto, no próprio processo de construção do aprender. Essa visão se completa com o fato de ter-se diluída a distinção entre trabalho e brinquedo. Sendo o brincar a forma mais espontânea e autêntica de atividade infantil, tudo o que não for aprender brincando não pode ser considerado legítimo para a criança. Houve, portanto, a substituição do pensar pelo fazer e do trabalho pelo brincar, questão que permeia todo o processo de aprendizagem.
Na verdade, se nos perguntarmos como a criança em idade pré-escolar aprende, não podemos deixar de lado a dimensão lúdica. Mas se fizermos a pergunta do para quê a criança aprende, então não podemos deixar de constatar que é para atingir o "estado adulto". Gradativamente, o lúdico vai deixando espaço para a dimensão do trabalho e o fazer adquirindo consistência com a capacidade de refletir. Nesse sentido concordamos com Arendt: "esse processo tenta conscientemente manter a criança mais velha o mais possível ao nível de sua primeira infância. Aquilo que por excelência deveria preparar a criança para o mundo dos adultos, o hábito gradualmente adquirido de trabalhar e de não brincar, é extinto em favor da autonomia do mundo da infância".
Hoje, mais do que nunca, os princípios de autoridade e de responsabilidade em educação se revestem de primordial importância, mas nunca foi tão difícil implementá-los nessa cultura que preconiza a emancipação da criança em relação ao adulto. Cabe à educação fortalecer essa noção de que a pessoa não amadurece espontaneamente, mas necessita da própria intervenção mediada pelo adulto. Não é possível que o ser humano alcance uma vida dotada de sentido se não consegue despedir-se do paraíso da infância.
Hoje, apesar dos crescentes estímulos que chegam às crianças na mais tenra idade, que as tornam precoces com relação à aquisição de informações, é freqüente ouvir de professores que manifestam um atraso no processo de maturação. Observa-se uma crescente infantilização na infância e adolescência, o que freia um desenvolvimento para o estado adulto, caracterizado pela capacidade de autonomia e autodeterminação.
A escola não poderá cultivar somente os direitos individuais ou orientar-se somente para o entretenimento, o jogo e a diversão, prescindindo de todo esforço. Educar supõe: fortalecer a vontade infantil; ativar impulsos, conhecimentos e experiências sem esperar recompensas no imediato; gerar forças para a confrontação crítica da visão do mundo própria e alheia; ajudar a entender a necessidade de tolerar críticas, elaborar fracassos e superar culpas; despertar a disposição para assumir responsabilidades. "Mais que nunca", escreve Viktor Frankl, "a educação é educação para a responsabilidade"
Antropologia da criança
Os conceitos de infância sempre instituíram modelos para a educação. Na Idade Média, prevalecia a idéia de incompletude, a criança era vista como um ser inacabado. Na Idade moderna, século VIII, continua a idéia de ser inacabado, mas a criança era vista como "tabula rasa", que precisava ser disciplinada para ser um adulto racional. A psicologia, nas décadas iniciais do século XX, legitimou essa concepção de vir-a-ser, por meio de estudos sobre o desenvolvimento. De qualquer maneira, era um grupo marginal subordinado aos adultos.
A década de 90 viu questionada essa concepção de criança como um vir-a-ser. E com a influência da sociologia da infância, a criança passou a ser vista como um ser histórico, inserido no mundo, e a infância passou a ser apresentada como um grupo específico dentro da vida social. A partir daí intensificou-se o processo de intitucionalização da infância, considerado, agora, como uma "necessidade" que garante sua separação do contexto social de origem por ter o "direito" de receber educação extra-familiar. São questões que mereceriam muita discussão, por serem muito sérias, uma vez que uma nova concepção de infância se elabora a partir de bases políticas e econômicas.
Retomando a contradição exposta por Arendt, a criança sai do âmbito privado mas acaba por ser mantida fora do mundo adulto, a pretexto de se respeitar sua autonomia. Isso compromete o relacionamento normal entre a criança e o adulto e "oculta ao mesmo tempo o fato de que a criança é um ser humano em desenvolvimento, de que a infância é uma etapa temporária, uma preparação para a condição adulta."
Podemos dizer que é papel da educação preparar a criança para agir com consciência e responsabilidade, isto é, agir com autonomia, inserir-se adequadamente na vida pública como pessoa de direitos e deveres. Em função disso, como a criança deve ser vista?
Como um ser em crescimento, e a isso corresponde uma atitude educativa que leva em conta a criança considerada em sua totalidade. Entende-se por isso que o fato de "ser pessoa" está contido na existência infantil. Estamos falando de uma "antropologia da criança" que parte de uma imagem total de homem. O ser humano, enquanto criança, nunca é somente criança, mas se acha sempre em caminho do estado adulto. O estado adulto vai se estruturando em correspondência com cada um dos estágios do desenvolvimento sobre a base infantil.
Assim, se o estado adulto se caracteriza pela autonomia e pela capacidade de ser responsável, pressupomos já na infância tal capacidade. Isso não significa que a criança seja um ser incompleto; pelo contrário, o fato de ser completo é que possibilita a ela vir-a-ser o que é - um ser responsável. Na criança, ser em crescimento, a consciência vai se manifestando pouco a pouco, a partir de um trabalho educativo que vai além da simples combinação de regras; é como um jogo perseverante de liberdade e limite que vai, de fato, despertando e fomentando a consciência. Esse caminho vai dando à criança a segurança necessária para passar de uma "consciência heterônoma" a uma "consciência autônoma" (Piaget). O ser que vai amadurecendo está chamado a assumir responsabilidade.
Este estado adulto é a meta da educação, cujo processo vai se delineando gradativamente, a cada fase de sua vida.
O novo e o velho na educação
A perda da autoridade nos âmbitos pré-políticos, como o da família e da escola, está na base, portanto, da crise na educação. Que conseqüências trouxe? A crise da metafísica que por muito tempo conferia veracidade ao discurso sobre a realidade. A perda da dimensão de transcendência, atando o pensamento à pura imanência. A perda da dimensão de profundidade da existência - perda da memória.
Memória: possibilidade de dispor dos conhecimentos passados. Conservação ou persistência de conhecimentos passados (retentiva); possibilidade de evocar, quando necessário, o conhecimento passado e de torná-lo atual ou presente (recordação).
Não se faz educação somente sob o signo do novo. Qualquer proposta educativa se realiza num duplo movimento: o de busca da experimentação do novo, estimulando a criatividade do aluno, a expressão do pensamento divergente, e o de transmissor do antigo, passando para o educando o saber da tradição, naquilo que permanece válido. Inclusive a tradição tem uma função "ordenadora" e "disciplinadora" que é indispensável para que seja possível à pessoa situar-se no mundo. Ademais, não se cria do nada, capacidade esta que não condividimos com o Criador; mas partimos sempre de algo dado. Portanto, podemos pensar na tradição como um patamar para o surgimento do novo.
O aspecto da chegada ao mundo das novas gerações impõe à educação que cuide do mundo no qual se incerta o novo e que cuide dos novos seres para que não apenas se integrem ao mundo, mas que possam oferecer-lhe algo original. Isto significa cuidar do antigo e no novo, do que deve ser preservado e do que deve acontecer como novidade.
Diz Arendt que, na educação, é indispensável uma atitude de "conservação", pois a autoridade entre gerações tem um caráter desejável e imprescindível e tem como escopo preservar o novo, representado pelas crianças, e o velho, representado pelo mundo.
Preservar o novo não significa, porém, somente proteger a criança do mundo por ser esta inexperiente; preservar o novo é cuidar da criança em sua singularidade e originalidade; da mesma forma, se o mundo é sempre velho para as novas gerações, ele se apresenta também em constante mudança, tanto que se faz necessária uma educação que dê conta dessa mutabilidade. Tanto nos seres humanos quanto no mundo, isto é, na totalidade da vida humana, existem elementos que mudam e elementos permanentes. Nós mesmos estamos sujeitos à mudança, nosso corpo se modifica sempre, mas em meio a todas essas mudanças permanecemos nós mesmos. Há algo permanente em nós, o que nos garante nossa própria identidade, aquilo em virtude do que sou o que sou e não outra coisa. Ao largo da história, verifica-se esse mesmo jogo: permanece o sentido de beleza, de justiça, o sentido do bem ou do mal; porém, em determinada época tais valores se realizam em determinados objetos ou ações que podem não ser os mesmos em outras épocas.
Afirma García Hoz: "os objetos valiosos mudam, os valores permanecem, e permanece também a capacidade do ser humano para perceber e realizar valores". Contudo, diz Arendt que falar de conservadorismo em educação, mesmo daquele mínimo necessário, é muito difícil, uma vez que a crise da autoridade em educação está intimamente ligada à crise da tradição, da nossa atitude frente ao passado, embora o educador seja por excelência um mediador entre o velho e o novo, sendo que a própria profissão exige um respeito enorme pelo passado.
De qualquer forma, onde quer que a crise tenha se instalado, não é viável apenas seguir em frente como se nada tivesse a ser feito, tampouco voltar simplesmente atrás, como se tivéssemos que recuperar algo perdido tal e qual foi no passado. O fato é que a educação no mundo atual não pode abrir mão da autoridade, tampouco da tradição, mesmo num mundo em que ambas as coisas se ausentaram. Não podemos considerar a infância um estado humano autônomo, capaz de viver independentemente do mundo adulto. Sequer pode haver um muro de separação entre as gerações. Fitatuso tinha razão.
Referências bibliográficas
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1992. ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 2007. FRANK, Helmut. "Cómo contrarrestar la infantilización en la escuela y la sociedad con métodos de la logoterapia", in: Journal de Instituto Viktor Frankl. Buenos Aires: San Pablo, 1996. HOZ, Víctor García. La educación personalizada em la família. Madrid: Ediciones Rialp, 1990. LEWIS, C. S. Cartas de um diabo a seu aprendiz. São Paulo: Martins Fontes, 2005. *Eloisa Marques Miguez é formada em Letras e Pedagogia; especialista em Logoteoria voltada à Educação e mestranda em Educação pela USP.
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